quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Dicionário de Porto-Alegrês e
Literatura brasileira: modos de usar
L&PM Editores e Livrarias Porto convidam para o lançamento e sessão de autógrafos dos livros Dicionário de Porto-Alegrês e Literatura brasileira: modos de usar, de Luís Augusto Fischer.
Dia 16 de outubro, terça-feira, 19:00Livrarias Porto do Shopping Iguatemi Av. João Wallig, 1800, 2º pisoPorto Alegre - RS
Sobre os livros de Luís Augusto Fischer
Com o Dicionário de Porto-Alegrês, Luís Augusto Fischer não está apenas colocando a cidade no mapa lingüístico do país. Não: Luís Augusto Fischer está revelando uma oculta dimensão de nossa gente, aquela dimensão que se expressa num linguajar característico, consolidado ao longo de gerações. É uma linguagem que nos fala do presente ou nos remete ao passado, que se refere a sexo, a comida, a esporte; é, enfim, uma linguagem muito peculiar, cujo universo Fischer, professor, intelectual e sensível observador da nossa gente, agora desvenda - e o faz com sabedoria e inteligência, com encanto e graça. Obrigado, Fischer. Como diz o teu Dicionário, a tarefa saiu melhor do que a encomenda. Para alegria e deleite de todos nós.Moacyr Scliar
Você leu Machado de Assis na escola e não gostou? Não chegou nem sequer à metade de Grande sertão: veredas? Se arrepia só de ouvir a palavra "arcadismo"e acha que "literatura brasileira" é sinônimo de algo enfadonho?Saiba que você não está só e que há, sim, maneiras de desfrutar o melhor que o Brasil oferece em matéria de romances, contos, poemas e crônicas. Como diz Luís Augusto Fischer na apresentação, este livro é destinado ao "sujeito disposto a ler mais e melhor." Ou seja: muito mais do que apenas para professores e estudantes, Literatura brasileira: modos de usar é para todos aqueles que por alguma razão não leram os livros decisivos produzidos por autores brasileiros, que não sabem por onde começar e não têm tempo a perder. Sem se ater a classificações simplistas, Fischer - professor com larga experiência no riscado - abre os olhos do leitor para os pontos mais interessantes dessa que é das nossas mais ricas formas de expressão.Com um estilo tão pessoal quanto cristalino, despojado de academicismos e que parece um bate-papo entre amigos, o autor revela as principais vertentes da cultura escrita brasileira e ilumina a trajetória de escritores e movimentos - fornecendo ao leitor pontos de apoio a partir dos quais se localizar. Literatura brasileira: modos de usar - um verdadeiro companheiro de viagem, uma forma deliciosa de se inteirar da cultura do país.
Boletim recebido pela LP&M
http://www.lpm.com.br
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Cristóvão Tezza e Luiz Rufatto na Feira São Leopoldo
Tezza acabou de publicar o comovente romance O Filho Eterno. As críticas podem ser lidas em
http://www.cristovaotezza.com.br/critica/ficcao/p_fic_o_filho_eterno.htm
Luiz Ruffato está relançando pela Record o romance "Eles eram muitos cavalos", que virou peça e retrata a variedade compulsiva da cidade de São Paulo. Entrevista dele em
http://www.record.com.br/entrevista.asp?entrevista=53
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
sábado, 29 de setembro de 2007
PORTOPOESIA - último dia!
Auditório Barbosa Lessa - 4º andar 14h
às 14h45min - Filme: "A POESIA NÃO SE ENAMORA NUNCA" (produção espano-argentina) Dir. Miguel Oscar Menassa - Grupo Cero
15h às 15h45 - POETISAS DO BRASIL do grupo CONFRARIA DAS BORBOLETAS, da Casa do Poeta Rio-Grandense
16h às 16h45 - GRUPO QUIXOTE – O ETERNO RETORNO com Jaime Cimenti e Soraya Bragança
17h às 17h45 - ENCONTRO com Nei Duclós
18h às 18:45 - POESIA E RESPONSABILIDADE SOCIAL: LILA RIPOLL com Maria Carpi
19h às 19h45 - POESIA CRÔNICA (leitura-performance) com Fabrício Carpinejar
20h - A POESIA DE OLIVEIRA SILVEIRA com Sirmar Antunes e Vera Lopes
20h30 - OLIVEIRA SILVEIRA com Oliveira Silveira e Ronald Augusto
21h - RECITAL POÉTICO-MUSICAL Com OS poETs
Sala O Retrato - 4º andar
10h30 às 12h - OFICINA: POESIA É BRINCADEIRA com Christina Dias e Marô Barbieiri
14h às 14h45 - A POESIA E A CRIANÇA com Christina Dias e Marô Barbieiri
15h às 17h45 - SAINDO DA GAVETA com Jorge Rein, Viviane Juguero, Letícia Schwartz, Sidnei Schneider, Paulo Ribas, Bruno Paiva, Cezar Dias, Américo Conte, Rafael Trombetta, Manoel Burigo, Maira Knop, Marcus Minuzzi, poetas presentes e público
18h A POESIA DE JOSÉ DEGRAZIA leitura com Mario Pirata
Sala de Pesquisa - 2º andar
10h às 12h - Oficina POESIA DE CORDEL – NAS ORIGENS DA CULTURA POPULAR (3/3) com Suriel Moisés Ribeiro
15h às 16h30 - OFICINA DE POESIA DO GRUPO CERO - Escola Brasileira de Poesia Grupo Cero
17h - A TÉCNICA DO LIVRO com Paulo Tedesco (Editora Nova Prova)
MOSTRAS E ESPAÇOS DE AÇÃO:
Memorial Erico Verissimo – 3º andar
O AR DA POESIA - Uma seleção de acervos de poesia em suportes variados, da produção poético-visual alternativa, nacional, nos últimos 30 anos. - Curadoria de Mario Pirata e Sabrina Lindemann / Museografia de Sabrina Lindemann, Eunice Rezende e Tábita Wittmann
(A Exposição estará aberta para visitação do público em geral, da partir de 5 a 29/9, terças e sextas das 10h às 19h e sábados das 11h às 18h).
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Sarau legAU e Encontro musicAU do povo do Jornal VAIA
LITERALIS Editora convida
AGE Associação Gaúcha de Escritores convida

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Dia 27 de setembro, quinta-feira, 19:00
Livraria Siciliano do Shopping Moinhos de Vento R. Olavo Barreto Vianna, 36, 3° pisoPorto Alegre – RS
O melhor do INPUT 2007
As melhores produções de TV do mundo em Porto Alegre
INSTITUTO GOETHE E SALA P.F. GASTAL
Você quer ver, com exclusividade, programas de qualidade, realizados nos mais diversos países, por profissionais que defendem a arte de fazer uma televisão a serviço do público?
A mais importante e influente Conferência Anual de Mostra de Televisão Internacional - INPUT –(International Public Television), reconhece o potencial da televisão em promover um entendimento melhor entre as diferentes culturas e oferece uma oportunidade única de desenvolvimento profissional para produtores, diretores, roteiristas e todos aqueles - incluindo produtores independentes — que contribuem para uma televisão de qualidade.
A cada ano, a conferência do Input acontece em um país diferente. Em 2007, foi realizada em Lugano, na Suíça, de 6 a 12 de maio. Foram exibidos 84 programas de 33 países, para 1000 participantes.
A 6ª edição do Melhor do Input em Porto Alegre, apresentará uma seleção de 30 programas, divididos em eixos temáticos, nas categorias ficção, documentário, docudrama e animação.
Realização:
Instituto Goethe, Coordenação de Cinema e Vídeo da Prefeitura de Porto Alegre – Sala P. F. Gastal
Apoio:
RBSTV; TVCOM; Zeppelin Filmes; TVE
O MELHOR DA TELEVISÃO MUNDIAL EM PORTO ALEGRE
Auditório do Goethe
Início das sessões: 19:00h
Entrada franca - com legendas em português
Algumas sinopses
Palavras ao Vento: Max Besora (Paraules al Vent: Max Besora), de Isabel Requena, Rubén García e Alba Montaner. Espanha, 2006, 15 minutos, documentário.
Um programa sobre literatura em treze capítulos, que aborda o ato de escrever de uma forma dinâmica, visual e imaginativa. O capítulo sobre Max Besora investiga seu universo criativo e descobre este jovem e não-censurado poeta.
Obras-primas Clássicas – Uma Sinfonia dos Alpes de Richard Strauss (Monumente der Klassik - Folge 1: “Eine Alpensinfonie” von Richard Strauss), de Oliver Becker e Ellen Fellmann. Alemanha, 2006, 26 minutos, documentário.
Documentário conduzido pelo maestro Kent Nagano que explica a importância de obras clássicas da música erudita, com um inventivo trabalho de câmera.
Controlando o Universo (Managing the Universe), de Jason Tammemagi. Irlanda, 2006, 2 minutos, animação.
Inovador programa infantil produzido pela televisão da Irlanda, formado por programas curtos que também podem ser baixados pela Internet.
Um Minuto para a Meia-noite (One Minute to Midnight), de Steve French. Austrália, 2005, 13 minutos, animação.
Série de animações curtas (cada uma com um minuto) retratando anedotas ou momentos das vidas de pessoas acima dos 60, de uma variedade de origens multiculturais.
O Árbitro Chefe, de Robert Kowalski. Polônia, 2005, reality show interativo, 61 minutos.
Um programa de arte interativo, onde duas performers ficam à disposição do público, fazendo diante das câmeras aquilo que ele pedir.
O Planeta (Planeten), de Linus Torell, Michael Stenberg e Johan Söderberg. Suécia, 2006, 52 minutos, documentário.
Na mesma linha de Uma Verdade Inconveniente, este documentário retrata os problemas ambientais provocados pelo aquecimento global. É o mais
extenso projeto documental já produzido na Escandinávia, cujas equipes de filmagem trabalharam cerca de dois anos e visitaram mais de 25 países.
RECICLE SUA LEITURA NA FEIRA DE TROCA DE LIVROS
Novos cursos da Universidade do Livro em outubro
futuros profissionais das áreas cultural e editorial,
interessados em aperfeiçoar seus conhecimentos ou
ingressar no mercado de trabalho.
PROGRAMAÇÃO DE CURSOS
1. A produção de textos escritos: problemas
recorrentes
Objetivos: Identificar, analisar e reescrever textos com
problemas de coesão, coerência, adequação vocabular e
pontuação.
Docente: Francisco Marto de Moura, ex-professor do ensino
fundamental, médio e superior, co-autor de gramáticas e
livros didáticos para o ensino de Língua Portuguesa para
a 5ª e 8ª séries e para o ensino médio publicados pela
Editora Ática.
Quando: 1º, 5 e 8 de outubro, das 18h às 21h (carga
horária: 9 horas)
Investimento: R$ 283 (sócios e estudantes R$ 226)
2. Os contratos e suas especificidades: da área
editorial ao mundo digital
Objetivos: Conhecer e atualizar as várias formas que
envolvem a contratação de obras nos mais diversos meios
de comunicação e sobretudo nos meios digitais.
Docentes: Maria Luiza de Freitas Valle Egea, advogada,
diretora da Associação Brasileira de Direito Autoral
(ABDA) e membro da Comissão Especial de Propriedade
Imaterial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).
Plínio Cabral, especialista em Direito Autoral, assessor
jurídico da Câmara Brasileira do Livro (CBL), consultor
da ABDA e autor de Revolução tecnológica e direitos
autorais, A nova lei dos direitos autorais e Princípios
de direito e direito autoral: dúvidas e controvérsias,
entre outras obras.
Quando: 31 de outubro, das 9h às 12h e das 14h às 17h
(carga horária: 6 horas)
Investimento: R$ 275 (sócios e estudantes R$ 220)
3. Design visual por Alexandre Wollner - Sistemas de
identidade visual pelos processos analógico e digital
Objetivos: Por meio da experiência de um dos maiores
designers brasileiros, analisar a origem, evolução,
influências e caminhos futuros do design no país.
Discutir o processo criativo, práticas e princípios que
caracterizam o comportamento profissional do designer.
Docente: Alexandre Wollner, pioneiro na ampliação e
profissionalização do espaço de atuação do designer no
Brasil, foi aluno da primeira turma do Instituto de Arte
Contemporânea do MASP, criado por Pietro Maria Bardi,
Lina Bardi e Jacob Ruchti em 1951. Fez parte de uma das
primeiras turmas da Escola de Ulm, na Alemanha, que
serviu de modelo para a primeira escola de design no
Brasil, a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) da
UERJ, criada em 1963, da qual foi um dos fundadores e
professor de comunicação visual. Em 1958, criou junto com
Geraldo de Barros, Walter Macedo e Ruben Martins, o
primeiro escritório de design do país. É um dos
responsáveis pela parcela mais representativa da produção
de identidade corporativa no Brasil para empresas como
Itaú, Hering, Philco, Eucatex, Metal Leve e Indústrias
Klabin.
Quando: de 16 a 19 de outubro, das 18h às 21h (carga
horária: 12 horas)
Investimento: R$ 420 (sócios e estudantes R$ 336)
4. Produção editorial "passo a passo": acompanhamento
dos trabalhos de edição do livro
Objetivos: Acompanhar, etapa por etapa, o trabalho de
edição do livro. Otimizar este trabalho assim como prever
todos os detalhes, dificuldades e soluções.
Docente: Laura Bacellar, com 24 anos de experiência no
mercado editorial, trabalha atualmente como free-lance
para editoras e é editora executiva da Palas Athena
Editora. Escreveu três livros como ghostwriter e o livro
Escreva seu livro - guia prático de edição e publicação
(Mercuryo). Adaptou cinco clássicos do inglês, Robinson
Crusoé, Drácula, Sherlock Holmes, Frankestein e Rei
Artur, para a editora Scipione e escreveu uma outra obra
infantil, Mini Larousse da educação no trânsito (Larousse
do Brasil). Fundou e dirigiu o primeiro selo editorial
inteiramente dedicado às minorias sexuais, Edições GLS.
Mantém o site http://www.escrevaseulivro.com.br/
Quando: 23, 24 e 25 de outubro, das 18h às 21h (carga
horária: 9 horas)
Investimento: R$ 283 (sócios e estudantes R$ 226)
Os cursos acontecem na sede da Universidade do Livro, à
Praça da Sé, 108 (Centro - São Paulo). Informações
detalhadas sobre os programas podem ser obtidas pelo
site: http://www.editoraunesp.com.br/, no link para a
Universidade do Livro. Outras informações e reservas pelo
telefone (11) 3242-9555
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Encontros com o (nosso) Professor

O "Professor", no caso, é o Ostermann. Mas também podia ser o Professor do curso de FEAG Luiz Paulo Vasconcellos...

O teatro assume o palco do StudioClio. Em pleno Porto Alegre Em Cena, Ostermann entrevista três grandes atores: Luiz Paulo Vasconcellos , Zé Adão Barbosa e Carlos Cunha. A canja musical fica por conta do não menos teatral Antônio Carlos Falcão, apresentando o espetáculo A Doce Bárbara. É na próxima quinta-feira, dia 13, às 19h30min, no StudioClio.Luiz Paulo Vasconcellos nasceu no Rio de Janeiro em 1941. É ator, diretor e dramaturgo. Bacharel em Artes Cênicas pela UNI-Rio, fez estágio na França e Mestrado na State University of New York. Foi professor de Direção e Estética do Espetáculo do DAD/Ufrgs ( 1970 a 1995), diretor do Instituto de Artes da Ufrgs (1977 a 1981) e Coordenador de Artes Cênicas da Secretaria da Cultura de Porto Alegre em duas ocasiões, cargo que exerce até hoje. Em 1987, lançou o livro Dicionário de Teatro, pela L&PM Editores. Entre os prêmios que recebeu, estão o Troféu Persona (1990), o Prêmio Qorpo Santo (1992), o Troféu Açorianos Especial (1993), a Medalha Cidade de Porto Alegre (1994) e o Açorianos de Melhor Ator (2003). Atualmente, assina a coluna de teatro da revista Aplauso.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
olha nós aí...
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
1a Aula com Luiz Paulo Vasconcellos (25/ago/07)

Lembrete:
dia 20/set, Teatro Bruno Kiefer (CCMQ)
peça "Fim de Jogo" (Samuel Beckett)
O mapa conceitual

Finalistas Portugal Telecom
Escolhidos entre 51 obras semi-finalistas – que foram eleitas por um Júri Inicial de 300 críticos literários e professores de literatura de todo o Brasil, entre 382 obras inscritas – os 10 finalistas foram votados por um Júri intermediário de 15 especialistas, eleitos por votação entre os componentes do Júri Inicial.
10 finalistas
Bom dia camaradas, Ondjaki – Agir
Cantigas do falso Alfonso el Sábio, Affonso Ávila - Ateliê Editorial
História natural da ditadura, Teixeira Coelho – Iluminuras
Jerusalém, Gonçalo M. Tavares - Companhia das Letras
Macho não ganha flor, Dalton Trevisan – Record
O outro pé da sereia, Mia Couto - Companhia das Letras
O paraíso é bem bacana, André Sant´Anna - Companhia das Letras
O roubo do silêncio, Marcos Siscar - - 7letras editora
O segundo tempo, Michel Laub - Companhia das Letras
Por que sou gorda, mamãe?, Cintia Moscovich – Record
Júri Final
Cristóvão Tezza
Flora Sussekind
José Castello
Marcos Frederico Kruger
Paulo Henrriques Britto
Tania Celestino de Macedo
Na 5a edição do Prêmio, concorrem livros publicados no Brasil em língua portuguesa, com primeira edição no Brasil entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2006; e com primeira edição no exterior entre 1º de janeiro de 2003 e 31 de dezembro de 2006, desde que tenham sido publicados no Brasil no mesmo período.
Os vencedores do Prêmio Portugal Telecom 2007 serão conhecidos no dia 16 outubro. Eles recebem R$100 mil, R$ 35 mil e R$ 15 mil reais, 1o, 2o e 3o colocados respectivamente, além de um troféu criado pelo artista plástico Paulo Von Poser.
Sinopse dos livros e biografias:
Bom dia camaradas – Ondjaki
O menino, filho de um alto funcionário do governo, tem um pajem -o "camarada Antônio", cozinheiro e voz de uma certa camada popular -, estuda numa boa escola, que tem professores cubanos, e desfruta de algumas benesses, como pegar "boleia" (carona) no carro do Ministério e contar com telefone e "geleira" (geladeira) em casa.
Ondjaki (1977, Luanda, Angola) é poeta, sociólogo, roteirista e romancista. Seus romances, como Bom dia camaradas (2001), O assobiador (2002) e Quantas madrugadas tem a noite (2004).
Cantigas do Falso Afonso el Sábio – Affonso Ávila
Cantigas do Falso Alfonso el Sabio é exemplar dessa poesia que utiliza referências eruditas para aguçar seu olhar corrosivo sobre a realidade à volta. Em suas Cantigas, o autor retoma um procedimento já presente em sua poesia pregressa: o uso da rima fácil, com células sonoras que se repetem ao final de cada verso, criando uma espécie de ladainha que segue uma batida popular, ecoando as vozes (e a indignação) das ruas. Ao mesmo tempo, sua combinação vocabular introduz sentidos inusitados nesses versos de toada homogênea e sintaxe retorcida.
Affonso Ávila nasceu em Belo Horizonte em 1928. Além de poeta, é ensaísta e crítico literário, especialista no barroco mineiro. Fundou nos anos 50 a revista Tendência e no final dos anos 60 a revista Barroco, que dirige até hoje. Entre suas obras estão: O Açude e Sonetos da Descoberta (1953) e Carta do Solo (1961) incluídas em Código de Minas & Poesia Anterior (Civilização Brasileira, 1969), O Visto e o Imaginado (Perspectiva, 1990) e A Lógica do Erro (Perspectiva, 2003).
História natural da ditadura - Teixeira Coelho
História natural da ditadura lança interrogações, promove a dúvida, desafia a certeza. E o faz nesse tecido privilegiado em que convivem a reflexão e o gozo, a carícia e o golpe de vento que se afirmam na vida. A ditadura como estado natural; a natureza da ditadura; a inacabada e constante crônica da depravação e cumplicidade com a des/ordem e a repressão. Com a mesquinhez e a hipocrisia. Para além do ensaio e da encenação do eu, suas páginas incitam a uma reflexão constante.
Teixeira Coelho é professor de Teoria da Comunicação da Escola de Comunicação e Artes, da Universidade de São Paulo (USP). Nasceu em São Paulo, em 1944, é ensaísta e romancista. Publicou, entre outros, Arte e Utopia e Moderno Pós-Moderno (ensaios) e Os Histéricos, Nyemeyer e Trevas da Mente(romance).
Jerusalém - Gonçalo M. Tavares
Trata de relações de dominação, desejo, repulsa e agressividade, Jerusalém costura a vida de personagens em direção a um desenlace violento e inesperado. Ocupados em compreender e lidar com os limites da sanidade, todos se sentem acossados por um perigo sem nome. Num estilo seco e desconcertante, Jerusalém aponta para as dimensões pessoais e coletivas do terror e expõe a capacidade humana de vigiar, oprimir e torturar - às vezes em dimensões hiperbólicas.Gonçalo M. Tavares nasceu em Lisboa, em 1970, tendo ido logo a seguir para Portugal. Premiado e elogiado pela crítica, estreou em 2001 com Livro da dança, e vem se firmando como uma das maiores vozes do romance português contemporâneo. De sua autoria, já foram publicados no Brasil O homem ou é tonto ou é mulher, 1, O senhor Valéry, entre outros.
Macho não ganha flor – Dalton Trevisan
Reunião de contos inéditos, Dalton Trevisan monta, peça a peça, um mosaico de monstros morais. Ladrões, estupradores, sádicos e maníacos desfilam em palavras secas, fortes e certeiras.
O curitibano Dalton Trevisan estreou com Serenata ao Luar (1945) e Sete Anos de Pastor(1996). Dalton renega os dois. Entre 1946 e 1948, editou a revista Joaquim - porta-voz de uma geração de escritores, críticos e poetas nacionais. Em 1959, lançou o livro Novelas Nada Exemplares - recebeu o Prêmio Jabuti. Escreveu: Cemitério de elefantes - ganhador do Jabuti e do Prêmio Fernando Chinaglia, Noites de Amor em Granada e Morte na praça - recebeu o Prêmio Luís Cláudio de Sousa, Guerra conjuga entre outros. Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas: espanhol, inglês, alemão, italiano, polonês e sueco. Dedicando-se exclusivamente ao conto (só teve um romance publicado: A Polaquinha). Em 1996, recebeu o Prêmio Ministério da Cultura de Literatura pelo conjunto de sua obra.
O outro pé da sereia - Mia Couto
Neste retrato poético, alegórico e crítico da Moçambique contemporânea, a imagem de uma santa católica que encanta e perturba todos que dela se aproximam é o centro de uma trama dividida em dois momentos históricos, ligados por questões étnicas, religiosas e de destino familiar. Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955. Estudou medicina antes de se formar em biologia. Atualmente dedica-se a estudos de impacto ambiental. Em 1999, o autor recebeu o prêmio Vergílio Ferreira pelo conjunto de sua obra; em 2007, o prêmio União Latina de Literaturas Românicas. Seu romance Terra sonâmbula foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX.
O paraíso é bem bacana - André Sant'Anna
Setenta e duas são as virgens que cabem a todo mártir da fé, reza a tradição islâmica, e não há de ser diferente no caso de Muhhamad Mané, aliás, Manoel dos Anjos, futuro ás do futebol, recém- converso e recém-imolado. O Paraíso parece ser bem bacana. Mas não. Pois nada poderia dar certo, mesmo post mortem, para este anti-herói - revelado no time dente de leite de Ubatuba (cidade do litoral paulista) e catapultado, após breve passagem pelo Santos Futebol Clube, à chance de se tornar um fenômeno do esporte.
André Sant'Anna nasceu em 1964, em Belo Horizonte. Morou no Rio de Janeiro, onde tocou no grupo Tao e Qual durante a década de 80, e hoje vive em São Paulo. O Paraíso é bem bacana é seu terceiro livro, depois de Amor (1998) e Sexo (1999).
O Roubo do Silêncio – Marcos Siscar
A matéria dos 40 textos de O Roubo do Silêncio, de Marcos Siscar é o tempo presente. Nem pato, nem serpente, aqui o bicho é o evento da presença da poesia inventada como o simples que não se diz. Não persegue nenhum indizível. Sabe que o indizível só existe como privação da palavra no silêncio do pântano.
Marcos Siscar nasceu em Borborema (SP), em 1964. Formado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas, doutorou-se em Littérature Française na Universidade de Paris VIII, em 1995, e conclui o pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em 2003. Professor de Teoria da Literatura na Universidade Estadual Paulista (UNESP). Como tradutor, publicou obras de Tristan Corbière, Michel Deguy e Jacques Roubaud, entre outros. Publicou; Não se Diz, Editora7 Letras, 1999; Tome seu café e saia, Editora7 Letras, 2001, Metade da Arte, Editora Cosac & Naify/7 Letras, 2003; e O Roubo do Silêncio, Editora7 Letras, 2006. Tem textos publicados em antologias no Brasil, Argentina, Espanha e França.
O Segundo Tempo – Michel Laub
No dia 12 de fevereiro de 1989, Grêmio e Internacional entraram no gramado do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, para aquele que ficou conhecido como o mais importante confronto da história do esporte gaúcho - o chamado Gre-Nal do século. Na arquibancada, um garoto de quinze anos divide-se entre a atenção aos lances do campo e um dilema - dar ou não a Bruno, o irmão caçula sentado ao seu lado, a notícia que vai mudar radicalmente a vida de ambos
Michel Laub é escritor e jornalista. Sempre trabalhou como jornalista. Iniciou carreira na revista Carta Capital, participou do desenvolvimento das revistas Bravo! E República. Tem mais 3 livros publicados pela Companhia das Letras: Não depois do que aconteceu, em 1998,: Música anterior (2001), Longe da água (2004) ─ finalista do Prêmio Portugal Telecom 2005.
Por que sou gorda, mamãe? - Cintia Moscovich
Trata das crises de auto-imagem dos gordinhos. Ela odeia a comida que a engorda, mas ama o alimento que lhe dá prazer. Essas ambigüidades são ultrapassadas paulatinamente, grama a grama, garfada a garfada, capítulo a capítulo.
Cintia Moscovich nasceu em Porto Alegre, é escritora, jornalista e mestre em Teoria Literária. Publicou: O reino das cebolas (1996) - indicação ao Prêmio Jabuti, Duas iguais - Manual de amores e equívocos assemelhados (1998), Anotações durante o incêndio (2000) e a coletânea de contos Arquitetura do arco-íris(2004) ─ terceiro lugar em contos no prêmio Jabuti, indicação para o Prêmio Portugal Telecom e para a primeira edição do Prêmio Bravo! Prime de Cultura.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Série escritores gaúchos na RBS TV

Escritores Gaúchos: Série da RBS TV mostra adaptações de Scliar, Lya, Cyro, Caio, Dyonélio e Assis Brasil;
Próximo programa:26 de agosto com o episódio Minha Mãe, adaptação da obra O ponto cego, de Lya Luft.
link
Recortes da oficina com Antônio Cicero
Aula Antonio Cicero acicero@uol.com.br
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[correções e sugestões em relação a este post são bem-vindas!]
(poetas q ele gosta: horacio, baudelaire, joao cabral, Drummond,
augusto dos anjos, Manuel Bandeira)
prosa: Montanha Mágica - T.Mann
epos: palavra (aquilo que ficava)
epea: poesia
poema:feito
mito de Aquiles ficava quando a poesia era memoravel
o feito poderia ou nao ser memoravel
soh ficava na memoria/eternizado se a poesia tb fosse memoravel
hoje:
+ facil fazer poesia hj em dia do q prosa
ler poesia exige engajamento
pra poesia ser boa ela tem q ser muito boa.
poeta sempre faz julgamentos (juizos) de valor quando esta poetando
(escolhe uma palavra em detrimento da outra)
Ezra Pound: faça o novo
(isso torna-se uma angustia para as pessoas)
POESIA É NOVIDADE QUE PERMANECE NOVIDADE
tb do Ezra Pound
a 2a proposicao eh fundamental
fazer algo que nao seja superavel, que nao envelheça
poeta cria um arquetipo
o genial nao eh o grau de novidade, mas que aquilo mereça permanecer.
só se sabe o que é um boa poema, lendo bons poemas.
Roubaud (poeta frances):
ler poema numa voz baixa; poema é lido para si
poema é lido numa voz "AURAL" de oral e de aura
de "orar" sem conotação religiosa
o novo é encontrar o novo no velho (altmart)
Boileau
poeta frances: qq assunto q se trate (sublime ou nao)
q sempre o bom senso (a razao) concorde com a rima
uma e outra em vao parecem se odiar
a rima eh escrava eh soh tem q obedecer
poema do Pessoa (R Reis):
heteronimo classico
... escravo ritmo o serve
(nesse poema ha o jogo:
súbdita, súbita, súdita, sub-dita)
cisne = poeta (ja desde a grecia antiga)
poeta deve ter uma dose de sobriedade (Holderlin)
deve se distanciar da emocao
risco da sobriedade é levar para o mundo da prosa
distante da emocao
grupo frances OULIPO (perec, Queneau, Rimbaud...)
a criacao de regras restritivas na composicao de poesia
podem na verdade facilitar a criacao!
a total liberdade nao é tao produtiva como se imagina
a letra de musica obriga uma forma (restritiva); silabas tonicas
feitura de letra é diferente de feitura de poema
finalidade da letra nao é ser lida
livro do Drummond maravilhoso: a vida passada a limpo.
claro enigma
a importancia do cânone: como referencial para saber o que é a poesia,
teatro, etc.
é fundamental ler, conhecer a tradição,
dotar a poesia com uma autonomia sobre você mesmo
(Rimbaud)
O saisons, O châteaux ! /
Quelle âme est sans défaut? / Qual é a alma que não tem defeito?
(Sartre)
a pergunta em sí não faz sentido, é obvia...
mas conferiu à palavra alma uma existencia interrogativa
eis a interrogação transformada em coisa
(em conformidade com o pensar do A. Cicero):
O poema tem se transformar em uma "coisa", um objeto
Oficina com Antônio Cícero - 16 de agosto de 2007 (2)
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Convite: Lançamento do livro "A Longa Marcha", de Sun Shuyun
A Arquipélago Editorial gostaria de convidá-los para uma "conversa de botequim" sobre a história e as lendas da China. Será no Botequim das Letras (Rua Félix da Cunha, 1143), no dia 16 de agosto (quinta-feira), a partir das 19h30. O bate-papo terá a presença de Sérgio Capparelli, autor de 50 Fábulas da China Fabulosa (L&PM), e Caroline Chang, tradutora de A Longa Marcha, de Sun Shuyun, o mais novo livro da Arquipélago, que estará sendo lançado no evento. Aguardamos vocês!Para maiores informações sobre o novo livro, acesse: www.arquipelagoeditorial.com.br
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Antônio Cícero no curso na próxima segunda, 13 agosto
foto Eucanaã Ferraz( Antônio Cícero)
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que de um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.
Pois o cara do belíssimo poema acima - e de outros tantos maravilhosos - fará nossa aula inaugural na segunda, 13 agosto, 19h30min e nos dará oficina de poesia na terça.
Pra guardar-se o que se quer guardar...




